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Dia nacional do hemofílico

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No Brasil, o dia 04 de janeiro é uma data reservada para realizarmos uma reflexão sobre o diagnóstico e tratamento da hemofilia. Conhecido como o dia do hemofílico, o momento foi criado em homenagem ao cartunista e escritor brasileiro, Henrique de Souza Filho, o Henfil, falecido em 04 de janeiro de 1988. Henfil e seus irmãos (o sociólogo Betinho e o músico Francisco Mário) morreram em decorrência de complicações do antigo tratamento para a enfermidade. A doença de origem genética e habitualmente hereditária é caracterizada por uma alteração da coagulação do sangue, que provoca sangramentos e hemorragias.

Existem dois tipos de hemofilia: A e B. Estima-se que a manifestação da hemofilia seja 1 para cada 10 mil nascidos homens para o tipo A, e 1 para cada 50 mil nascidos para o B. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil tem mais de 12 mil pessoas com Hemofilia. Na Bahia, a Fundação de Hematologia e Hemoterapia (Hemoba), realiza o acompanhamento de aproximadamente 880 pacientes com esta patologia.

 

Quais são os sintomas da Hemofilia?

O sangramento é a manifestação clínica mais importante da Hemofilia. Os hemofílicos graves podem apresentar hemorragias espontâneas, muitas vezes, sem causa aparente, ou até mesmo secundária a sobrecarga ou atividade física e esforço. Os joelhos são frequentemente atingidos, pois suportam grande parte do peso do corpo. Outras articulações também podem ser atingidas, como cotovelo, punho e tornozelo.

Como é feito o tratamento?

Na maioria dos casos, a Hemofilia é tratada repondo o fator de coagulação deficiente, que deve ser feita sempre com supervisão médica. O medicamento é fornecido pelo Ministério da Saúde e distribuído gratuitamente pelos hemocentros do país.

A Federação Mundial de Hemofilia recomenda que o atendimento ao hemofílico seja feito por uma equipe multidisciplinar. Nesse tipo de atendimento, interagem profissionais com diferentes formações acadêmicas da área da saúde, avaliando o paciente, não apenas no aspecto físico, como também psicossocial.

A Hemoba oferta um serviço ambulatorial que acompanha pacientes, de todo o estado, diagnosticados ou com suspeitas de doenças hematológicas benignas. Os pacientes dispõem de equipe multidisciplinar (médicos, psicólogos, fisioterapeutas, odontólogos, enfermeiros, assistentes sociais e laboratório especializados) com profissionais preparados para proporcionar qualidade de vida e atendimento humanizado.